2 de outubro de 2013

Confira algumas dicas para misturar estampas e texturas

Sabe aquela lembrança comprada durante uma viagem inesquecível? Assim como o livro que já foi lido e relido dezenas de vezes, sem esquecer as almofadas antigas que ganharam nova cara recentemente, tudo pode virar adorno em casa. Para que isso aconteça, a arquiteta Andréa Parreira ensina como misturar objetos sem pender ao mau gosto ou à bagunça: “é preciso usar diferentes texturas, materiais e estilos para criar algo único, que defina a personalidade de cada pessoa, tornando o projeto exclusivo”, defende a profissional.

Os objetos pessoais, que dão aquele tom único ao ambiente, são ótimas opções, já que conferem personalidade à decoração. “O ideal é sempre trabalhar com materiais que, apesar de muito diferentes, conversam bem entre si como o couro, por exemplo, que casa muito bem com tecidos xadrez”, avalia Andréa Parreira. Outro ótimo exemplo de combinações inesperadas que dão supercerto é a mistura de listras com estampas florais.

Brincar com tecnologia e rusticidade também é legal. “Neste projeto, a televisão de tela plana, casa bem ao lado do rústico, representado pela churrasqueira e bancada, feitas em madeira de demolição”, diz a arquiteta.

Na sala de estar, é possível ter um sofá revestido por um tecido de seda, com poltronas de jacard, veludo ou qualquer outra de textura que contraste com a seda, por exemplo. Outro truque simples para fugir do convencional é brincar com os tecidos das almofadas: “texturas como peles, podem ser usadas em tom sobre tom, por exemplo, dando sofisticação ao ambiente”, afirma Andréa Parreira.

A especialista garante ainda que a mistura de estampas pode ser explorada em qualquer ambiente da residência, já que existem diversas maneiras de fazê-la, usando materiais de construção inclusive: “colocar mármore no piso e madeira nas paredes, brincar com diferentes papéis de parede ou deixar o tijolo aparente é sempre possível”, afirma.

A dica mais importante para quem quer ousar na decoração é que não há limites para a imaginação. Andréa Parreira ressalta que também não existe nenhuma restrição de idade: “um ambiente mais colorido em nada destoa de uma pessoa de meia idade, se seu estilo de vida for descontraído e despojado. Assim, como os jovens também podem optar por ambientes mais sóbrios, com tons pastéis e, mesmo assim, não parecerem caretas”, comenta a arquiteta. O que interessa é estar bem consigo mesmo e, principalmente, com o lugar onde se mora.


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